CV para Designer Gráfico em Portugal
O Portfolio É o Elemento Central — Não o CV
Em design gráfico, o portfolio fala por ti antes de qualquer recrutador ler uma linha do CV. Inclui sempre um link funcional no cabeçalho: Behance, website pessoal ou PDF hospedado (Google Drive, Dropbox). Um link quebrado ou um portfolio desatualizado é pior do que não ter nenhum.
O CV existe para contextualizar o portfolio: quem és, onde trabalhaste, com que ferramentas, em que tipo de projetos. A ordem de leitura é quase sempre portfolio primeiro, CV depois.
Stack de Software — O Que Listar
O Adobe Creative Suite (Illustrator, Photoshop, InDesign, After Effects, Premiere) é o standard da indústria. Indica quais usas no dia a dia vs quais usas ocasionalmente. Figma tornou-se obrigatório para qualquer designer que trabalhe em contexto digital — a sua ausência num CV de designer digital levanta questões.
InDesign, Illustrator, Adobe Acrobat (preflight, separações de cor). Menciona se tens experiência com produção para gráfica — ficheiros para offset, CMYK, sangrias.
Digital
Figma, Sketch, Adobe XD. Para motion, After Effects e Principle.
UX/UI
Se o teu trabalho inclui UX, distingue-o claramente de design gráfico puro — são perfis com mercados e salários diferentes.
Agência vs Cliente Interno vs Freelance
Em agências de publicidade e comunicação, o CV deve mostrar capacidade de trabalhar com múltiplos clientes e sectores em simultâneo, adaptabilidade de estilo, e ritmo de trabalho com deadlines apertadas. Para designer interno numa empresa (retalho, tech, fintech), o recrutador quer ver consistência de marca e capacidade de gerir identidade visual.
Para freelancers com historial sólido, lista os clientes mais relevantes com o tipo de projeto — não apenas 'vários clientes'. Um freelancer com 3 clientes reconhecíveis listados tem mais impacto do que 'portfolio diversificado'. Escolhe o teu título de emprego e começa.