Dicas

CV em inglês ou em português — o que preferem as empresas em Portugal?

4 de abril de 2026

Não há uma resposta universal

A questão não é inglês vs. português — é perceber o que cada empresa espera antes de enviares. Enviar um CV em inglês para uma PME familiar de Braga pode soar arrogante. Enviar um CV em português para a Deloitte Lisboa pode ser descartado no primeiro minuto.

A regra mais simples: usa o idioma da oferta de emprego. Se a descrição da vaga foi escrita em inglês, o CV deve ser em inglês. Se está em português, responde em português. Quando a oferta está nas duas línguas, isso é normalmente sinal de que a empresa trabalha em contexto bilingue — nesse caso, inglês é a escolha mais segura.

Quando usar português

O português é a escolha natural para a maioria dos empregos no mercado nacional. Setor público, autarquias, escolas e universidades públicas — português, sempre. Retalho, distribuição, logística, turismo e hotelaria para o mercado interno — a mesma regra.

Empresas tradicionais portuguesas — de grupos como a Jerónimo Martins nas suas operações domésticas, PMEs industriais em Setúbal ou Aveiro, escritórios de contabilidade e jurídicos locais — esperam CVs em português. Candidaturas ao IEFP e a programas de estágio nacionais também.

Setor público e administração

Concursos públicos, candidaturas a escolas, hospitais, câmaras municipais — português é obrigatório e o Europass é frequentemente o formato pedido.

PMEs e empresas familiares

A esmagadora maioria das pequenas e médias empresas portuguesas opera exclusivamente em português. Um CV em inglês pode funcionar como sinal de desalinhamento cultural.

Indústrias tradicionais

Construção, agricultura, têxtil, cerâmica, cortiça — setores com forte presença em Portugal onde o recrutamento é feito localmente e em português.

Quando usar inglês

Lisboa e Porto tornaram-se destinos relevantes para multinationals e empresas tech. Accenture, Deloitte, PwC, KPMG, EY, Amazon, Google, Microsoft, Natixis, BNP Paribas — todas têm operações em Portugal com recrutamento que decorre total ou parcialmente em inglês.

Empresas tech portuguesas com ambições internacionais — Feedzai, Talkdesk, OutSystems, Unbabel — recrutam frequentemente em inglês, mesmo para posições baseadas em Lisboa ou Porto. Startups com investimento estrangeiro seguem a mesma lógica.

Para trabalho remoto com empresas internacionais, o CV deve ser exclusivamente em inglês, independentemente de onde estejas baseado.

Multinationals e consultoras

Se a empresa tem sede fora de Portugal ou o processo de recrutamento passa por equipas internacionais de RH, inglês é a língua de trabalho — e o idioma do teu CV.

Tech e startups

O ecossistema tech em Lisboa e Porto opera maioritariamente em inglês, mesmo nas empresas fundadas por portugueses. GitHub, documentação técnica, reuniões de equipa — tudo em inglês.

Posições de trabalho remoto

Para qualquer vaga remota com empresa estrangeira, o CV em inglês é o padrão esperado. Adicionar um CV em português não acrescenta valor.

Quando convém ter os dois

Há situações em que ter o CV em português e inglês é uma vantagem real: quando estás a candidatar-te simultaneamente ao mercado nacional e a empresas internacionais, quando a empresa opera nos dois idiomas, ou quando queres deixar em aberto a possibilidade de trabalhar no estrangeiro.

O cvtemplate.app resolve este problema com a funcionalidade bilingue: escreves o CV uma vez e exportas nas duas línguas com um clique. Não tens de gerir dois ficheiros separados nem atualizar cada versão manualmente quando mudas algo. Para quem está ativamente no mercado de emprego em 2026, é uma diferença prática — não um extra.

Escolhe o teu título de emprego no cvtemplate.app e exporta em português, inglês, ou ambos — consoante a candidatura.

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